
Há poucos dias uma amiga me contou que quer conhecer o Taj Mahal. No mínimo tive de concordar que foi uma boa escolha. Vai por nós duas, brinquei. Segundo conta uma das mais românticas lendas que existem, e como a minha amiga fez questão de reforçar, quem entrar no Taj Mahal encontrará o amor verdadeiro, e junto dele permanecerá até a morte. Exageros à parte (e olha que eu não resisto a um de vez em quando), achei bonita a forma como ela me me falou do desejo de encontrar um amor sincero. Talvez por ser uma pessoa de uma doçura incomparável, talvez porque ouvir alguém falar de amor verdadeiro, e acreditar que ele existe, tenha me deixado feliz. Falar bem de amor, e amar bem, hoje em dia é tão raro. Parece que não tem mais a importância de algum tempo atrás. Triste, mas é possível que se tenha banalizado o amor. Triste porque o que é banal é trivial, comum, não tem valor. E o amor precisa de valor. Não das riquezas materiais de um Taj Mahal, mas de valor sentimental. E precisa também de tempo. Não é na pressa que se constrói um amor. Quem pensa o contrário deve estar falando de paixão. Aquela que vem e passa. Que é mais frágil, mais fugaz, mais instantânea. Que pode, sim, acontecer junto com o amor, mas que, sem ele, não se sustenta. Se o amor é verdadeiro, ele dura, e não só por um momento, por uma semana, alguns meses. Ele dura a vida toda, porque se aperfeiçoa e renasce a cada dia.
Viu, amiga querida, no que dá me inspirar? Eis o texto... ;)
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"Nada nos importará si es amor..." :)
Fito Páez