Laurent Pinsard
Há no silêncio alguma coisa de azul. Violeta, cobalto, marinho. Dos pequenos fragmentos de um tempo são feitas as pausas da vida. Reticências, iminências, descobertas. Turquesa, anil, da Prússia, ferrete, pombinho. Não sei se é o azul do céu, do mar, ou do olhar. Talvez seja apenas a letra de um blues. Tocado assim, devagarinho. Azular o amor num encontro de almas. E é preciso mais?