Metas. Termina um ano. Começa outro. E as pessoas, muitas, fazem listas onde colocam suas metas. Programam os dias e os meses. Algumas até organizam tudo em planilhas [!]. Eu prefiro fazer amor e poesia a fazer metas. Mas, bem, eu posso estar errada. Por isso, hoje, resolvi fazer listas. Sim, no plural. Sou exagerada. Explico: Uma lista para as coisas grandes, dos adultos, outra como se eu estivesse no doce deleite dos meus nove anos de idade. Confesso, a lista adulta, embora contenha coisas das quais eu goste, me pareceu menos atraente do que a outra, de criança. Comer algodão doce, fazer guerra de travesseiro, contar as estrelas e adivinhar as constelações, dar a mão para um amigo, comprar uma porção de balas e confeitos, fazer desfiles com os vestidos antigos da minha mãe, tomar banho de chuva, procurar pirilampos - e encontrar! - assistir a desenhos animados a tarde inteira, beijar o menino mais bonito da escola, e por aí vai, ganhou a cor leve e nostálgica da minha infância e o sabor das tardes de verão na praia onde passo agora boa parte dos meus finais de semana. Aprendi, desta vez, que fazer listas não é nada assustador, embora a mim parecesse. Mas, afinal, para que servem os medos se não forem vencidos?

Kim Anderson
Abrace 2009 como se estivesse abraçando o amor da sua vida em um dia lindo de nascer do sol. Afague. Cuide. Faça listas. Ou não faça. Apenas viva. Não espere para ouvir palavras doces. Diga todas que tiver vontade. Não espere para amar. Só ame. Ajude sem esperar nada em troca. Descubra. Beije. Ganhe, e peça, colo. Converse. Resolva. E seja criança. Sempre. É bonito. E faz bem.
Ronronares dengosos. Nos encontramos em janeiro! :)