
Em dias claros posso preferir a noite. Em madrugadas, o calor do sol. No mar, estrelas em festa. Eu desenho em nuvens, danço no meio da rua e tenho sonhos em lilás. Não gosto do preto no branco para muitas coisas. Prefiro nuances de cores para as vinte e quatro horas, e outras tantas, do meu dia. Sou mais sorriso do que choro. Lágrima poderia ser doce. Porque eu prefiro doce a salgado. E porque se chora também de felicidade. Por isso pode ser doce [mas você sabe se a felicidade é doce?]. Versos abstratos a verdades limitadas. Sempre. Eu chego quando quero e vou embora sem pedir licença. Prefiro gatos a cães. Preciso de beijos embriagadamente apaixonados e não da monotonia de diálogos sem graça. Monet é bonito, mas não combina com a parede da minha sala. Me leia em acordes de rock. Ou não me procure. Reconheço os amigos pelo olhar e os amores pela saudade. Sou, sim, exagerada com aquilo que gosto. Faço poesia e amor a qualquer hora. Debaixo do cobertor. Ou sob a luz da lua. Minha intuição é apurada e meu passo é apressado. Por isso, não me siga. Gosto que caminhem do meu lado.
.a difícil arte de [querer] amar e
[tentar] ser poeta